Borra-botas Oxente que coisa idiota Revoe pra longe, feito gaivota Receio que de ti ninguém gosta Afaste-se de vez, és uma lorota
Bem que tentaram me alertar Ouvidos não dei, custei a acreditar Tamanho tombo precisei levar Agora aprendi, alerta hei de estar Ser como São Tomé? Ah não dá!
♡ ♡
Imagem ilustrativa:
(Fico devendo essa, pois colocar a foto da pessoa em questão, ah gosto disso não. E se ela ler...aqui se encontrará.)
Mas fiquem tranquilos, não é ninguém da blogosfera. Infelizmente é alguém que fez parte da minha realidade. Definição: (substantivo masculino de 2 números Significado: [informal] Indivíduo muito reles (ordinário, desprezível)
Ouçam, se possível for, pois antes de iniciar a música, João Bosco declama lindamente esse poema:
E então, que quereis?...
Maiakóvski
Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades.
Não estamos alegres,
é certo,
mas por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas. (1927)
♡ ♡
Corsário - João Bosco
Meu coração tropical está coberto de neve, mas
Ferve em seu cofre gelado
E a voz vibra e a mão escreve mar
Bendita lâmina grave que fere a parede e traz
As febres loucas e breves
Que mancham o silêncio e o cais
Roserais, Nova Granada de Espanha
Por você, eu, teu corsário preso
Vou partir a geleira azul da solidão
E buscar a mão do mar
Me arrastar até o mar, procurar o mar
Mesmo que eu mande em garrafas
Mensagens por todo o mar
Meu coração tropical partirá esse gelo e irá
Com as garrafas de náufragos
E as rosas partindo o ar
Nova Granada de Espanha
E as rosas partindo o ar.