





A chuva chora lenta na vidraça suas lágrimas são finas... (eu também). Hoje estou triste e dói... A vida passa e eu faço versos sem saber a quem. Há sonhos que recheio de fumaça sortidos em teares do desdém. Amei... Perdi... e da amargura, a taça, soube fazer de mim o seu refém. Escrevo... A chuva chora... O pensamento umedece meus olhos, no momento em que tento findar este terceto. Sei que o silêncio habita a tarde fria, só não sei como a chuva, tão macia, consegue por espinhos num soneto.
(Composicão de Ricardo MacCord e Ângela Rô Rô) É o que pulsa o meu sangue quente É o que faz meu animal ser gente É o meu compasso mais civilizado e controlado Estou deixando o ar me respirar Bebendo água pra lubrificar Mirando a mente em algo producente Meu alvo é a paz Vou carregar de tudo vida afora Marcas de amor, de luto e espora Deixo alegria e dor ao ir embora Amo a vida a cada segundo Pois pra viver eu transformei meu mundo Abro feliz o peito, é meu direito