Tudo começou no inverno



Junho de 1985, época de provas na faculdade. A correria era grande, pois ela trabalhava em uma cidade, morava em outra e ainda estudava em uma diferente das outras duas. Mas tudo valia a pena. Estava por concretizar seu sonho: era seu último ano de faculdade, logo estaria se formando professora de matemática.
Chegando na cidade onde estudava, ela desceu rapidamente do ônibus, atravessou a passarela que ficava em cima da linha férrea e já estava na rua da faculdade. Caminhando distraidamente pela calçada, logo em frente à igreja de São Benedito, que fazia parte da escola, viu que um carro parou ao seu lado. A pessoa - que estava ao volante - abriu o vidro do lado do carona, a chamou e perguntou:
- Está indo pra faculdade?
Sua resposta: sim. Ela estava fascinada com o sorriso dele, os olhos, a forma com que ele falava com ela. Logo vieram as apresentações. Ela disse seu nome, e logo perguntou o dele.
-Chamo-me Neto.
Ela, sorrindo, disse:
-Neto de quem?
-De meu avô e minha avó – disse ele, em meio a risos também.
Ali o encanto foi se firmando. Ela olhou para o relógio e, percebendo que estava se atrasando, disse a ele que precisava ir, pois tinha provas em sua primeira aula, e não tardava a chegar o horário. Ele a entendeu, mas não a deixou ir antes de perguntar qual seria o horário de saída, e se ela tinha algum compromisso após a aula. Sim, ela tinha. Mas não disse a ele.
Na cidade onde morava estava-se comemorando a festa de Santo Antônio, padroeiro daquele município, e nesse dia, doze de junho, véspera de feriado municipal, acontecia, todos os anos, o delicioso baile dos namorados. Ela não namorava; apesar de estar nos seus 25 anos de idade, no momento estava sem compromisso sentimental. E, já que sem compromisso, ela havia combinado com os amigos de se encontrarem, para irem primeiro à deliciosa quermesse, que se realizava na praça principal da cidade, e depois ao grande baile.
Mas ela realmente havia se encantado com o tal do Neto, do avô e da avó, e sem pensar duas vezes, disse a ele que não tinha nada marcado para aquela noite. Ele, então, com aquele sorriso delicioso, disse que a esperaria no portão principal da faculdade, logo após o horário de saída, que seria por volta de nove horas daquela noite que estava surpreendendo a encantada mulher. Ela, dizendo um tchau, daquele que na verdade não se quer dizer, lá se foi para fazer sua prova. Mal conseguiu se concentrar na prova. Por sorte, era estudiosa, e a matéria já havia sido estudada por ela, então, não foi mal. De quando em quando, ela se distraía, esquecia o que estava lendo, e pensava naquele rapaz que a havia parado, não muito tempo atrás, com aquele sorriso inesquecível, e seu jeito doce de falar.
A incerteza era grande, será que ele estaria mesmo a esperar, no portão principal, como haviam combinado, e no horário acertado? Ou, enquanto ela entrava para a faculdade, ele conhecia outra mulher, ali mesmo, na próxima esquina, e já nem lembrava da conversa entre eles?
As horas pareciam não passar, tornavam-se infinitas com aquela ansiedade que a paixão traz, e ainda tinha-se um bom número de exercícios para resolver. Era prova de Cálculo Diferencial Integral, disciplina pela qual ela tinha um verdadeiro fascínio, mas que naquele momento perdia toda a magia. Claro, disputar com um homem daqueles era covardia.
Seu professor percebeu que ela estava distraída e, chegando perto, questionou-a:
- Algum problema?
Ela, assustando-se, pois sua cabeça estava no mundo da lua, olhou para o professor, caiu na real, e lhe respondeu, sorrindo:
- Problemas? Sim, vários, todos eles aqui na folha de provas.
Ele foi-se novamente sentar em sua mesa, sorrindo, já imaginando o que se passava. Ela pensou: "Preciso me concentrar na prova, assim, quem sabe, o tempo passe mais rápido".

...continua.....

16 comentários:

  1. kkkk ai é sacanagem né amigaw

    na hora do bem bom o melhor da estória vc diz continua....
    ah nem...
    to esperando a continuação em..
    esse gonocio ai vai ser bão...

    beiJO minha lindona.. e até..
    S-E-M-P-R-E.......

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  2. Oba. Parece-me que Majoli está se saindo uma bela novelista também. E pelo jeito, uma novela da vda real. Vêm emoções por api,minha gente. Beijos,Majoli. Estou gostando dessa novela.

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  3. Como é gostoso relembrar o friozinho na barriga de momentos assim. Vou aguardar a continuação...

    Beijos querida e ótimo fds.

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  4. O amor no aconchegante inverno,,,historia gostosa de se sentir...beijos de bom sabado pra ti querida.

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  5. Olá amiga
    Estou gostando, aguardo continuação.
    Muitos beijos

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  6. Majoli,um belo conto de amor!Vamos ver os próximos capítulos!Bjs,

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  7. Um conto que encanta... Tô perando o próchimo capítulo.....

    Bejo
    Deussssskiajude
    Tatto

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  8. Minha querida

    Uma história de vida...e real de certeza, que vou continuar a seguir...para saber i fim e descortinar a heroína...

    Deixo-te um beijinho carinhoso
    Sonhadora

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  9. Ai meu Deus...Curiosissima...
    Já to adorando.
    Bjokas amada, delicia de encontro o nosso heim?

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  10. Muito interessante, não vou perder nenhum capítulo! Adorei!

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  11. Não vejo a hora de ler a continuação dessa história...

    Tenha uma ótima semana Majoli!
    Um beijo carinhoso

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  12. Olá Majoli,

    que maldade!

    Deixas-nos com o gosto na boca e agora... a esperar pelo próximo capítulo...:=)

    Gostei muito.

    Beijos e boa semana.

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  13. Amiga muito bom!

    vamos ver a continuação, rs

    bjos.

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  14. que coisa ... li este seu post no sábado e jurava q havia comentado ... para surpresa minha agora vejo q não ... aff

    desculpe ... coisas da idade ... rs

    magnificamente belo ... ansioso pela continuação

    bjux à amiga Majoli e seus pimpolhos

    ;-)

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  15. Sessão nostalgia, amiga! Que gostoso! Estou aqui a me lembrar de alguns fatos semelhantes em minha mocidade... Bons tempos! Beijo grande!

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